CEEE Equatorial tem pior avaliação do Brasil entre concessionárias de energia
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A Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) divulgou na quarta-feira (2) o resultado do desempenho das distribuidoras no fornecimento de energia elétrica em 2024, o que inclui o ranking das concessionárias que atuam em todo o País. Na análise de 31 distribuidoras de grande porte do País, a CEEE Equatorial apresentou a pior avaliação do País no índice de Desempenho Global de Continuidade (DCG).
A ANEEL analisou as concessionárias entre o período de janeiro a dezembro de 2024, dividindo-as em dois grupos: concessionárias de grande porte, com número de unidades consumidoras maior que 400 mil; e concessionárias de menor porte, com o número de unidades consumidoras menor ou igual a 400 mil.
O DCG leva em conta o tempo médio que cada unidade consumidora ficou sem energia elétrica — medido pelo índice DEC — e número médio de interrupções ocorridas — medido pelo FEC — no período analisado. Os indicadores não consideram em sua composição eventos climáticos extremos, os quais são classificados nos indicadores relativos a Dias Críticos e Interrupções em Situação de Emergência (ISE). O indicador é ponderado pelo limite estabelecido pela ANEEL.
Quanto menor o DCG, melhor a avaliação da empresa. O ranking é um instrumento que incentiva as concessionárias a buscarem a melhoria contínua da qualidade do serviço, sendo publicado anualmente pela Agência desde 2012.
O indicador para CEEE Equatorial foi de 1,76, mais de três vezes pior do que a concessionária que obteve o melhor resultado, a CPFL Santa Cruz, que atua nos estados de São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Além disso, a concessionária foi a única, em conjunto com a Equatorial de Goiás, a apresentar um DCG acima de 1.
Já a outra concessionária de grande porte que atua no Estado, a RGE, aparece na 17ª colocação, com 0,74 de DGC. Contudo, a empresa caiu seis posições em relação ao ano anterior.
A agência nacional divulgou ainda que, em média, a qualidade dos serviços de distribuição de energia elétrica melhorou na comparação entre 2024 e 2023 na análise do DEC –- Duração Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora -– e do — Frequência Equivalente de Interrupção por Unidade Consumidora.
Os consumidores ficaram 10,24 horas em média sem energia (DEC) no ano, o que representa uma redução de 1,7% em relação a 2023, quando registrou-se 10,42 horas em média. A frequência (FEC) das interrupções se manteve em trajetória decrescente, reduzindo de 5,15 interrupções em 2023 para 4,89 interrupções em média por consumidor em 2024, o que significa uma melhora de 5% no período.
Na contramão do resto do País, CEEE Equatorial apresentou piora nos indicadores. Em 2023, a ocupava ocupava a penúltima posição, com 1,63 de DCG, a frente apenas da Equatorial de Goiás, que aparecia em último lugar com 1,66, mas melhorou o desempenho para 1,19 em 2024.
FONTE: SUL21
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