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Ary Moura, e sua falta no cenário partidário, no dia em que estaria comemorando seus 71 anos de idade - Por Bado Jacoby


SÃO LEOOPOLDO: se caso ainda estivesse vivo, neste 26 de março, o ex-vice-prefeito, Ary Moura, estaria comemorando os seus 71 anos de idade. Com certeza, estaria cercado e recebendo felicitações de todos os lados bem do jeito que tanto gostava. Ary Moura, era o último remanescente orgânico da velha política forjada no contato com o povão. Sua residência, literalmente não tinha portão e nem hora para fechar. Todos, lá chegavam e eram recebidos como se de casa fossem. Ele não conversava e paparicava o povão só em época de eleição, ele era autentico e não fazia tipo.


O destino interrompeu sua trajetória política e profissional de maneira inesperada. Ary Moura, quando ainda lutava contra a doença que lhe tirou a vida, afirmava: "estou no meu melhor momento na política e meu projeto é ser o próximo prefeito de São Leopoldo". Sua morte, não permitiu a realização desse desejo. Afirmar que ganharia a eleição de 2024, quando seria o candidato governista, é um exercício de futurologia, mas suas chances seriam muito grandes e sua ausência, mudou todo o mapa da eleição.


Ary Moura, foi juntamente com Olímpio Albrecht, as maiores lideranças trabalhistas de São Leopoldo e que não conseguiram deixar "herdeiros" políticos com suas grandezas. Ary Moura, com seu jeito manhoso de raposa política experiente, fazia o jogo partidário e a partir dele, expandia as relações com o poder ou se necessário como oposição. Sua voz baixinha, tinha um poder de convencimento quase mágico e a elevação do tom de voz, era somente usado na hora certa e em regra, conseguia o devido êxito na conclusão das tantas articulações politicas que participou como um dos principais protagonistas da política leopoldense. Ary Moura, não deixava seus companheiros desassistidos e era leal aos mesmos e ao partido de forma ampla. Ary Moura, se vivo estivesse, estaria dando as cartas no atual contexto político leopoldense, mesmo que tivesse perdido a eleição.


Sua morte na triste madrugada de 05 de junho de 2022, deixou a política leopoldense mais pobre e sem uma liderança genuinamente trabalhista. Era um "manhoso" político, mas poucos foram ou são como ele, um cara de partido e que brigava pelos seus. Esse, era José Ary Moura, que adotou São Leopoldo como sua terra e o trabalhismo como sua bandeira.


Da redação do www.startcomunicacaosl.com.br/ Por Bado Jacoby

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